terça-feira, 28 de março de 2017

24 de Março de 2017 – Dia mundial da tuberculose

No dia 23 de Março, véspera do Dia mundial da tuberculose, realizou-se uma sessão comemorativa, no Auditório da Escola Superior de Saúde de Santarém (ESSS), que foi organizada pelo Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP) de Santarém, com o apoio do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria e da Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias (ANTDR) e da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP).

Na mesa da sessão de abertura estiveram presentes a Dr.ª Maria da Conceição Gomes, em representação da Direcção da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, e também da ANTDR, pela Dr.ª Diana Leiria, Directora executiva do ACES Lezíria, Dr. Vaz Rico, em representação da Direcção do Hospital Distrital de Santarém, o Prof. António Tavares, Director do Departamento de Saúde Pública da ARSLVT, o Dr. Nuno Martins, em representação da Direcção da ESSS e pelo Dr. José Miguel Carvalho, responsável do CDP Santarém.

A sessão, começando com o tema “A Tuberculose hoje”, cuja introdução foi apresentada pela Dr.ª Maria da Conceição Gomes, teve uma abordagem da situação em Portugal pela Prof.ª Dr.ª Raquel Duarte, Coordenadora nacional do Programa de Tuberculose, e da situação em Santarém pelo Dr. José Miguel Carvalho. A Sr.ª Enf.ª Elizabeth Cunha falou de “Como lidar com a doença”.
A sessão terminou com a conferência “A tuberculose e o tango”, pelo Dr. António Ramalho de Almeida. Esta abordagem do tema, com inúmeros exemplos literários e musicais permitiu documentar como a doença era encarada na era pré-antibióticos, em que a tuberculose era causa de grave situação epidémica a nível mundial; contámos ainda com a participação do casal Teresa Nascimento e Nuno Martins, que dançaram dois tangos, acompanhando a exposição do tema pela conferência.

A situação da tuberculose em Portugal, e também no distrito de Santarém, é a de uma evolução positiva, com uma descida sustentada da incidência; se bem que mais lentamente do que o que gostaríamos, a incidência no conjunto do país já se situa abaixo dos 20 casos/100000 habitantes, e no distrito de Santarém pelos 12 casos/100000 habitantes.

A tuberculose é uma doença curável e, aqueles que possam adoecer devem recorrer ao seu médico assistente precocemente para que se impeça o mais possível a cadeia de transmissão da doença; e se estiverem doentes, colaborando no tratamento, tomando a medicação todos os dias, regularmente, sem falhas, podem estar seguros de que se curam e poderão retomar a sua vida normalmente.

Ainda, por fim, é importante sublinhar a ideia de que ninguém adoece por querer, ou tem culpa de adoecer: é por isso que, se temos algum familiar, amigo ou colega de trabalho, devemos ser solidários e não tomar atitudes de medo da doença que não têm qualquer justificação. Quem teve algum contacto recente com a doença deve consultar o seu médico ou o CDP para efectuar um rastreio que permitirá detectar algum problema que possa existir. Na maior parte dos casos não há qualquer complicação, mas, se houver, são sempre situações controláveis.

Tuberculose – doença curável e controlável!

Centro de Diagnóstico Pneumológico de Santarém



Vencendo a Tuberculose - Apresentação da Mesa


Palestra - Vencendo a Tuberculose


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Plantas que Repelem o Mosquita da Dengue

Portuguesa descobre que há plantas que repelem mosquito da dengue

 

Portuguesa descobre que há plantas que repelem mosquito da dengue

 

 

Mentha, Eucalyptus e Glycirrhiza glabra são algumas das espécies

Há plantas em Portugal, como a menta e o alcaçuz, que têm poder inseticida e repelente que podem ajudar a extinguir o mosquito que transmite a dengue, descobriu Ângela Pizarro, investigadora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, durante a sua tese final da graduação em Medicamentos e Produtos à Base de Plantas.

A investigadora revela que algumas destas plantas, como a hortelã (Mentha), as folhas de eucalipto (Eucalyptus) e o alcaçuz (Glycirrhiza glabra), são de origem espontânea e cultivadas em Portugal e na Europa e que podem ser uma ajuda numa altura em que o mosquito está a disseminar-se e a tornar-se cada vez mais resistente, como salientou o último relatório da Organização Mundial de Saúde.

As plantas em causa são aromáticas e possuem óleos essenciais poderosos que perturbam o processo normal da transmissão da doença, atuando desde a eliminação do mosquito (inseticida) até à prevenção da picada (repelente), explica a farmacêutica.

A investigação não poderá conduzir à cura da doença, mas sim a uma prevenção que poderá levar à extinção do mosquito, realça a investigadora, em entrevista à Lusa.

Ângela Pizarro considerou também que a indústria farmacêutica teria muito a ganhar com esta alternativa, na medida em que há rentabilização quer do meio ambiente quer dos gastos em saúde.

SAPO Saúde

Retirado de: http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/portuguesa-descobre-que-ha-plantas-que-repelem-mosquito-da-dengue.html

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A Tuberculose não é um estigma!…

A Tuberculose não é um estigma! o sucesso da recuperação do paciente depende em grande parte do próprio paciente e da prontidão com que assume as orientações emanadas pelos profissionais de saúde.
 
“Volta Landico” um filme que aborda a problemática do abandono do tratamento pelos doentes com tuberculose e do empenho dos profissionais em motivar para o cumprimento dos tratamentos como a única forma de garantir o retorno da sua saúde e a promoção da saúde-pública.
 
O CDP-Santarém é a instituição, que na zona geográfica do Ribatejo, diagnostica e trata não só a tuberculose mas também outras doenças do foro pneumológico.
Que se tome atenção à ficha técnica a quem agradecemos o excelente trabalho.

Família CDP-2012

Tradicionalmente o mês de Dezembro é o mês da família. Família mas também dos amigos que nesta altura se esforçam por mostrar os seus sentimentos bem como o reforço dos laços de pertença.

Tradicionalmente o CDP escolhe o mês de Dezembro para fraterno convívio como todos os seus profissionais e colaboradores. Pelo espírito reinante nesta instituição pública, o convívio seria pobre e alheio ao ambiente praticado se não contemplasse, naturalmente, os ex-funcionários que muito dignificaram o Centro de Diagnóstico Pneumológico de Santarém.

Família CDP 2012

Eis a foto da Família-CDP no dia 19 de Dezembro de 2012

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal 2012–Dr. José Miguel Carvalho

Por motivos técnicos só hoje, dia 28 de Dezembro, foi possível fazer o post da habitual mensagem de Natal do Dr. José Miguel . Costuma dizer-se que o Natal é, ou deveria ser, sempre que o Homem quer, e no CDP-Santarém o espírito de Natal, de entre-ajuda, compreensão e amor ao próximo é uma constante, por isso a mensagem de Natal é oportuna em qualquer data.

sábado, 20 de outubro de 2012

Gripe Sazonal – Devo vacinar-me?

Normalmente chamada simplesmente Gripe, é uma doença infecciosa das vias aéreas causada pelo vírus da Influenza e que se transmite de forma eficaz de pessoa para pessoa. Os vírus que estão envolvidos podem ser de tipo A (com os subtipos H1N1 e H3 N2 ou de tipo B.

Os surtos epidémicos de gripe sazonal surgem anualmente e, nos países de clima temperado, ocorrem habitualmente nos meses de inverno e podem aparecer desde o fim do Outono até ao início da primavera. Nestes países o período sazonal pode durar de 6 a 10 semanas, com uma média de 2 a 10% da população a ficar infectada e a desenvolverem doença.

Em: http://www.fundacaoportuguesadopulmao.org/gripe.html


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terça-feira, 25 de setembro de 2012

OMS investiga novo vírus da família da SARS

 

SARS - Síndrome Respiratória Aguda Severa.

Autoridades britânicas detectaram um novo vírus num homem transferido do Qatar para ser tratado em Londres.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está a investigar as implicações para a saúde de um novo vírus, da família do que causa a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS), identificado em dois pacientes nos últimos meses.
As autoridades britânicas alertaram no sábado ter sido detectado um novo vírus num homem transferido do Qatar para ser tratado em Londres. O paciente tinha viajado recentemente para a Arábia Saudita, onde um outro homem morreu há meses de uma doença parecida.
O primeiro caso foi detectado e confirmado pelo Centro Médico da Universidade Erasmus, na Holanda, num homem saudita de 60 anos que morreu depois de ser internado.
O novo caso, num homem proveniente do Qatar que adoeceu depois de regressar da Arábia Saudita e foi transferido para Londres quando a sua condição se agravou, foi identificado como um coronavírus.
Trata-se de uma vasta família de vírus que inclui os que causam a gripe comum, mas também a SARS, que em 2003 matou cerca de 800 pessoas numa epidemia que alastrou sobretudo na Ásia.
"Ainda é muito cedo", disse um porta-voz da OMS, Gregory Hartl. "Neste momento temos dois casos esporádicos" e ainda há muitas questões por responder.
Depois de identificar o novo vírus, a Agência para a Protecção da Saúde do Reino Unido (HPA) comparou-o com a mostra extraída do paciente saudita e as duas coincidem em 99,5%, com apenas um nucleótido de diferença. Em ambos os casos, os doentes sofreram de insuficiência renal, "o que surpreendeu os médicos porque normalmente não está associada a uma síndrome pulmonar", explicou Gregory Hartl, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.
O doente agora internado em Londres está "em estado crítico", disse Hartl.

Retirado de: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=31&did=78521

sábado, 4 de agosto de 2012

São as Pessoas que fazem as Instituições!

Conceição Marçalo - AuxiliarPara além do serviço que prestam, do edifício que as aloja, das normas e regras sobre a qual se regem, as instituições e os serviços públicos são aquilo que os seus funcionários os transformam. É de extrema importância a postura e motivação do funcionários para o espírito de boas relação com os utilizadores/utentes e para a imagem estes tem dos serviços que utilizam

É este o clima existente no CDP-Santarém. Um serviço de proximidade, em que o número dos respectivos processos dos utentes e a forma como estão prontamente disponíveis na memória do funcionários, não transforma os utentes em números de processo, mas reforça a relação próxima entre estes e aqueles – o número de processo é apenas um acessório mecanográfico. Aqui prima-se pelo respeito pelo individuo e conhecem-se as relações familiares e profissionais entres estes, pois só assim a prevenção, o diagnóstico e o tratamento atingem a máxima potencialidade.

Elemento essencial e agregador de vontades ao longo de muitos anos no nosso CDP foi a D. São, Conceição Marçal seu nome de baptismo mas entre nós foi sempre a D. São – a nossa querida São.

Reformou-se no passado 31 de Julho de 2012. Dia que lhe foi bastante atarefado o que por certo lhe permitiu alhear-se um pouco do sofrimento que sabemos a atormentava por deixar a rotina de muitos anos e o contacto diário daqueles que há muito eram a sua segunda família. Não fica refém este sentimento da D. São, também nós, funcionários e utentes, vamos sentir muito a sua falta. Na motivação constante, no bom trato para com colegas e utentes, na prontidão com que desempenhava as suas obrigações, vai ser uma referência para todos nós e motivo de frequentes tema de conversa.

Acreditamos e desejamos que não se afaste muito. Esperamos sempre por si, principalmente nos dias festivos em que o seu desembaraço e e simplicidade de tratamento nos “obriga” a “sentir-em-casa”.

Desejamos-lhe as maiores felicidades nesta nova fase da sua vida.

Obrigado por todos estes anos de profícuo convívio e sincera amizade.

Os Colegas do CDP

Família CDP

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Novo cocktail de antibióticos promete acelerar tratamento de tuberculose

O tratamento da tuberculose pode chegar a demorar dois anos e meio

Para já, não é mais do que um promissor cocktail de fármacos. Os ensaios clínicos que testam uma nova receita de três antibióticos para derrotar o bacilo da tuberculose estão ainda na fase II mas os resultados são animadores. “Esta nova combinação de medicamentos matou mais de 99% das bactérias de Tuberculose nas expectorações dos doentes no final de duas semanas de tratamento”, explicou Mel Spigelman, presidente TB Aliance, uma organização sem fins lucrativos que tem como objectivo a pesquisa de novas respostas terapêuticas para a tratar a tuberculoses.

Os resultados da experiência clínica divulgada num artigo publicado nesta semana na revista The Lancet sugerem que os tratamentos para a tuberculose possam ser reduzidos “a quatro meses ou talvez até menos do que isso” ao contrário dos seis a 30 meses de duração das terapias usadas actualmente.
Além da redução no tempo de tratamento, os investigadores responsáveis por esta nova “fórmula” (que inclui um antibiótico usado nas tratamentos tradicionais, um que é muito recente e um outro fármaco que ainda não se encontra no mercado) acreditam que será possível cortar também nos custos na ordem dos 90%.
A tuberculose é um dos problemas de saúde pública mais preocupantes a nível mundial, registando-se nos últimos anos um aumento do número de casos sobretudo nos países pobres. Citado pela AFP, o director do departamento dedicado a esta doença na OMS (Organização Mundial de Saúde), Mario Raviglione também revelou estar optimista perante esta nova combinação terapêutica “muito promissora”. “Se estes resultados forem confirmados em novos testes e se o tratamento se apresentar como um bom negócio para os países pobres será um enorme progresso”, declara Raviglione no comunicado da TB Aliance.
O novo cocktail foi testado apenas durante duas semanas, em dois centros situados na Africa do Sul. Porém, apesar do pouco tempo da experiência, os dados preliminares parecem apontar para bons resultados e para uma conclusão do tratamento em apenas quatro meses e indicam também que há certos tipos de tuberculoses resistente que também respondem de forma positiva à nova combinação. O pneumologista Andreas Diacon, professor na universidade sul-africana de Stellenbosch que é o principal responsável pelo ensaio clínico, acredita que estamos perante a perspectiva de uma forma mais eficaz e mais rápida de travar a doença.
A nova combinação terá ainda a vantagem de responder a vários tipos de tuberculose, incluindo algumas formas resistentes, o que, segundo Diacon, poderá simplificar estes tratamentos à escala mundial.


Retirado de: http://www.publico.pt/Ciências/novo-cocktail-de-antibioticos-promete-acelerar-tratamento-de-tuberculose-1556168


Ouça esta noticia aqui

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tuberculose: serviços de saúde devem estar atentos a sinais de precariedade

O coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose em Portugal alertou esta sexta-feira para a necessidade dos serviços de saúde estarem atentos aos sinais de precariedade que podem levar ao aumento desta doença, avança a agência Lusa.

A propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala sábado, António Fonseca Antunes reconheceu que o aumento de casos de fome preocupa as autoridades, embora existam outros “fatores sociais” que podem levar ao aumento da doença.

“A tuberculose está associada à fome, mas não só”, disse.

Por esta razão, António Fonseca Antunes defende que os serviços de saúde devem estar “especialmente atentos ao fenómeno”.

“Os serviços de saúde têm de estar atentos ao fenómeno, porque a grande maioria dos casos de tuberculose é detectada quando as pessoas se sentem doentes e vão à procura de ajuda clínica”, disse.

Em relação aos níveis da doença em Portugal, António Fonseca Antunes confirmou a tendência dos últimos dez anos de descida, a um ritmo de 6,4 por cento ao ano.

Em 2011, foram notificados 2.231 novos casos, mais 157 retratamentos.

Portugal continua um país de incidência intermédia na Europa, prevendo António Fonseca Antunes que passe para uma incidência baixa dentro de dois anos.

Este ano, em que se assinala o 130.º ano da descoberta do bacilo da tuberculose por Robert Koch, o lema do Dia Mundial da Tuberculose é “Melhor é Possível, Stop à TB”.

A iniciativa é promovida pela Parceria Stop à TB (Stop TB Partnership), uma rede de organizações e países de combate à tuberculose.

Em 2010, em todo o mundo, o número de pessoas que a contraíram diminuiu para 8,8 milhões, incluindo 1,1 milhões de pessoas infectadas com o VIH.

O número de novos casos tem vindo a diminuir desde 2005, mas de forma muito lenta e acompanhada da ameaça da Tuberculose Multirresistente (TBMR).

Retirado de:  http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/23-03-12/tuberculose-servicos-de-saude-devem-estar-atentos-sinais-de-precariedade

Tuberculose recua pela primeira vez no mundo

Tuberculose recua pela primeira vez no mundo

Ainda assim, a OMS não deixa de apelar à continuação da luta contra as variantes da doença resistentes aos medicamentos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje que a tuberculose recuou pela primeira vez no mundo. O relatório anual da organização revela que houve uma descida de 1,4 milhões no número de infectados de 2009 para 2010.

Ainda assim, a OMS não deixa de apelar à atenção às variantes da doença resistentes aos medicamentos. A luta contra a tuberculose multirresistente necessita de ser mais financiada, diz o relatório, com pelo menos mais mil milhões de dólares (730 milhões de euros) no próximo ano.
Em 2010, 46 mil pessoas em todo o mundo receberam tratamento contra a tuberculose multirresistente, apenas 16% da população atingida por esta variante da doença. 
Os doentes nesses casos são vítimas de uma bactéria que deixa de responder ao tratamento habitual de seis meses e são submetidos a outra terapia que
se prolonga por dois anos e recorre a medicamentos mais fortes e mais caros.
Na última década, os progressos mais notórios ocorreram no Quénia e na Tanzânia. Dois outros avanços assinalados no combate à doença ocorreram no Brasil
e na China, onde o número de mortos baixou de 200 mil para 50 mil no espaço de 20 anos.
 

Retirado de: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=31&did=34172

Casos de tuberculose concentram-se em Lisboa

Em 2010 apareceram em Portugal 22 novos casos para 100 mil habitantes. A incidência da doença baixou para metade em dez anos, revela relatório.

O relatório nacional sobre a tuberculose aponta Lisboa e Vale do Tejo como a região do país onde se concentram mais casos de multi-resistência aos tratamentos e também de tuberculose extensivamente resistente.
Esta última é uma forma detectada em 2006 que é potencialmente incurável com os antibióticos disponíveis. Não é o caso em Portugal, embora os tratamentos sejam em regra mil vezes mais caros e mais demorados.
Desta forma, o bacilo mais grave de tuberculose está agora a infectar pessoas que nunca tiveram a doença, considerada endémica nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
Incidência baixou para metade
A incidência da tuberculose em Portugal baixou para cerca de metade numa década, de 40 novos casos por 100 mil habitantes em 2001 para 22 em 2010, revela um relatório da Direção-geral da Saúde (DGS).
Segundo o relatório para o Dia Mundial da Tuberculose (assinalado a 24 de Março), foram diagnosticados no ano passado 2.559 casos de tuberculose em Portugal, incluindo casos novos e retratamentos.
Factores de risco
As pessoas mais afectadas são os homens dos 35 aos 44 anos e os imigrantes têm quase 3,5 vezes mais probabilidade de contrair tuberculose do que os portugueses.
A infecção VIH/SIDA, o factor de risco mais importante, tem uma prevalência de 11% entre os casos de tuberculose, o que significa um decréscimo do número de doentes para menos de metade nos últimos 10 anos.
A toxicodependência, o alcoolismo, a reclusão e a situação de sem-abrigo são factores importantes de risco para a doença e determinantes para o prognóstico.

Retirado de: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=31&did=6963

Detectados Casos Incuráveis de Tuberculose na Índia

Nos últimos anos têm surgido novas estirpes de tuberculose, cada vez mais resistentes aos tratamentos com antibióticos

Depois de detectados 12 casos de tuberculose aparentemente incurável na Índia, os pacientes foram tratados ao longo de dois anos num hospital da capital, Mumbai, mas três já faleceram e os médicos declaram que se trata de uma forma de tuberculose que resiste a todos os medicamentos conhecidos.
O centro de controlo de doenças dos Estados Unidos reconhece a situação, enquanto o Ministério indiano da Saúde decretou mais investigações a estes casos, os primeiros do género detectados no país.
Os pacientes são oriundos de bairros de lata, o que coloca o perigo de fácil contágio e dificuldade em controlar, no futuro, o surgimento de novos casos.
Nos últimos anos têm surgido novas estirpes de tuberculose, cada vez mais resistentes aos tratamentos com antibióticos.

Retirado de: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=46978

Europa Reforça Orçamento Para a Tuberculose

Pneumologista Miguel Vilar considera que a pobreza não é causa da doença, mas sim os comportamentos de risco, como o alcoolismo

O Centro Europeu de Controlo de Doenças vai reforçar o orçamento para a tuberculose. Os cortes nos orçamentos dos governos da Europa e as experiências com outras crises ditaram a decisão.

A instituição já determinou que irá reforçar o orçamento disponível para a área da tuberculose. A decisão foi tomada com base na recessão e nos cortes dos governos da Europa, em médicos e verbas.

Os especialistas prevêem um aumento de casos, um acesso aos cuidados mais difícil, por parte de alguns grupos populacionais, e um diagnóstico e tratamento mais demorado e de menor qualidade.

Para o pneumologista Miguel Vilar, Portugal, neste momento, só tem falta de profissionais: “Na cidade de Lisboa, aqui há três ou quatro anos atrás, havia quatro centros de diagnóstico e agora só há um”. O médico destaca ainda “a falta de enfermeiros e administrativos.”

O Centro Europeu de Controlo de Doenças recorda experiências de antigas crises. A pobreza aumenta, o que implica alterações na alimentação e condições de alimentação, e o desemprego faz crescer a criminalidade e o número de pessoas nas prisões, locais onde a incidência de tuberculose é maior, devido ao consumo de drogas e álcool.

Miguel Vilar explica que “não é pela pobreza em si” que a pessoa será contagiada pela tuberculose, mas sim por culpa do aumento da ingestão de álcool e dos “comportamentos de risco”.

Apesar do esforço para melhorar os níveis de combate à tuberculose, nos últimos 20 anos, Portugal ainda não atingiu os números da União Europeia

Retirado de: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=31&did=55812

Universidade de Coimbra dá Passo em Frente no Tratamento da Tuberculose

Portugueses são as principais vítimas de tuberculose na União Europeia. Investigadores de Coimbra pretendem acabar com alguns efeitos secundários que podem levar à morte

Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra está a coordenar um estudo pioneiro que visa uma maior eficácia nos tratamentos contra a tuberculose, utilizando a informação genética dos doentes. Portugal é o país da União Europeia com maior incidência da patologia.
“Determinar previamente as características genéticas do doente para, desde o início, o medicamento ser administrado já na dose mais correcta, de maneira a diminuir, dentro do possível, a taxa de complicações”, explica a coordenadora da investigação, Henriqueta Coimbra. 
Ao limitar com maior precisão a dose exacta para cada paciente, os pesquisadores revelam que é possível evitar certos efeitos secundários que podem exigir transplantes hepáticos ou até levar à morte do doente.
As dificuldades afectam não só as vítimas da tuberculose, como também os elementos próximos da família. “As complicações também têm surgido em familiares que não estão sequer doentes, mas tomam medicação como medida preventiva e também estão expostos à toxicidade” do tratamento, alerta a investigadora. 
Portugal é o país da União Europeia com maior taxa de incidência da tuberculose. Todos os anos, surgem cerca de 29 novos casos por cada 100 mil habitantes. A doença faz-se sentir, sobretudo, nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Setúbal.

Retirado de: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=31&did=57664

Teste Rápido e Barato à Tuberculose dá Prémio a Dois Portugueses

tuberculose2825f44a_400x225Dois investigadores portugueses descobriram um novo teste para diagnosticar a tuberculose, mais rápido e mais barato, uma descoberta que lhes valeu um prémio de mérito que recebem esta sexta-feira.
Pedro Viana Baptista, do departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Nova, e Miguel Viveiros Bettencourt, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, descobriram um sistema inovador para detectar o agente etiológico da tuberculose e as mutações mais frequentemente implicadas na resistência a antibióticos.
No estudo premiado, intitulado "Nano TB Nanodiagnostics for XDRT at a point-of-need", utiliza-se um sistema de nanotecnologia para fazer um diagnóstico molecular e identificar a presença, ou não, do organismo e se tem padrão de resistência.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose mantém-se na lista das mais sérias doenças infecciosas ao nível global, com cerca de 1,1 milhões de mortes e 8,8 milhões de novos casos em 2010.
A cerimónia de entrega do prémio conta com a presença de Jorge Sampaio, enviado do Secretário-Geral das Nações Unidas para a tuberculose, e do director-geral da Saúde, Francisco George.

Retirado em: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=31&did=58221

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dar Voz Pela DPOC

Quando menos se esperava, 4 cantores líricos juntaram-se na Gare do Oriente e alto e bom som deram voz à DPOC. Uma acção que surpreendeu e marcou o dia mundial da DPOC, a 16 de Novembro. O momento, que durou alguns minutos, foi da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Fundação Portuguesa do Pulmão.

Veja outras trabalhos da Sociedade Portuguesa de Pneumologia em: http://www.youtube.com/user/SPPneumologia

ou em: http://www.sppneumologia.pt/

domingo, 4 de março de 2012

Europa, África, Caraíbas e Pacífico Contra a Tuberculose

No âmbito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala dia 24 de março, realiza-se, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, o simpósio «Europe and ACP together against tuberculosis». A iniciativa, que terá lugar dia 22 de março, é organizada pela TuBerculosis Vaccine Initative (TBVI), entidade que visa coordenar os esforços europeus no sentido de serem desenvolvidas vacinas mais efectivas e seguras contra a tuberculose.
O tema do simpósio deste ano estará centrado na forma como a Europa e países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP) podem cooperar na luta contra a tuberculose.



Pode consultar mais informações sobre o Dia Mundial da Tuberculose
AQUI.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

PULMONALE– Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão (IPSS)

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Consulta de Cessação Tabágica

Sendo o tabagismo o principal factor de risco para o cancro do pulmão, é fundamental criar consultas de cessação tabágica de fácil acesso e pró-activas, integradas num grupo multidisciplinar, que inclua apoio psicológico e de nutricionismo.

Este é um dos nossos objectivos - disponibilizar consultas de desabituação tabágica aos nossos associados e criar, especificamente, este tipo de consultas para os jovens.

Serão consultas que se pretendem integradas num Grupo Multidisciplinar de Cessação Tabágica e que estejam articuladas com a Psicologia e a Nutrição.

Pretende-se, ainda, poder vir a fornecer gratuitamente, pelo menos, parte da medicação que ajuda a deixar de fumar.

 

Chocar Para Alertar!!!

 

De entre todas as formas de neoplasia, que irremediavelmente estamos sujeitos, a magnitude de casos da do pulmão depende exclusivamente da atitude do cidadão – Fumar ou não fumar, frequentar o não frequentar lugares com fumadores activos, permitir o não permitir o acto de fumar em lugares fechados..

Seja, ninguém está isento de padecer de cancro do pulmão ou outros relacionados com a prática de fumar, no entanto a possibilidade de contrair cancro do pulmão aumentar exponencialmente nos fumadores (activos e até passivos).

O aumento da disponibilidade de informação sobre o assunto nem sempre é proporcional ao sucesso da mensagem que se pretende transmitir – NÃO FUME PELA SUA SAUDE. Mesmo assim não podemos baixar os braços e desvalorizar a sua importância.

Abaixo, um vídeo chocante! Sim, chocante mas real. Pode acontecer a qualquer um de nós, mas com muito, muito mais probabilidade de acontecer a um fumador. Só depende de si e da sua vontade.

 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal

Mensagem de Natal 2011 – Dr. José Miguel Carvalho

Bom Natal e Feliz Ano Novo, são os nossos votos

Trabalhando na área da Saúde, não podemos deixar de acrescentar que é com preocupação que vemos o futuro.

A felicidade das pessoas é interior; a felicidade de uma sociedade depende do seu funcionamento, sobretudo do acesso (ou total acesso) aos meios básicos que permitem o bem-estar. A Saúde é um deles e temos que preservar o acesso a este bem comum.

Motivemo-nos para conseguir um Bom Ano de 2012

 

José Miguel Carvalho

Médico Assistente Graduado de Pneumologia

Coordenador do Programa de Tuberculose

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Família CDP Santarém – Natal 2011

 

 

Família CDP

linha de cima e da esq. para a direita:

Lívia (Assistente operacional), Teresinha (enfermeira - reformada), Luís Abreu (Assistente Técnico), Dídia (Assistente Técnico), João Paulo com a filhota (TDT Radiologista), Aquilino Fidalgo (TDT Radiologista), Manuel (TDT Radiologista,  Elisabeth Cunha (Enfermeira), Conceição (Assistente operacional), José (TDT Radiologista), Graça Evaristo (Médica Pneumologista), José Miguel (Médico Pneumologista – Coordenador CDP).

linha de baixo e da esq. para a direita :

Maria Augusta (Enfermeira-  reformada), Lurdes (enfermeira), Mª Luísa (Assistente Técnico – reformada), Mariana (Assistente Operacional), Joaquina (Assistente Técnico), Mª João (enfermeira), Joana (TDT Cardiopneumologista), Teresa Nascimento (TDT Radiologista).

Onde e Como, Virtualmente, Já nos Visitaram.

 

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Estórias Pessoais - Maria Luísa Oliveira, 1978-2005(III) – Quentes e Boas!!

 

 

1979 - QUENTES E BOAS!...

Luísa Oliveira - AdministrativaEm Outubro de 1979 houve necessidade de libertar ficheiros de recém-nascidos sujeitos à vacinação BCG e as fichas de vacinação com mais de x anos foram retiradas, colocadas em sacos plásticos pretos, bem amarrados e colocados nos contentores de lixo doméstico.

Num dia chuvoso de Novembro desse ano um casal ainda jovem, muito bem vestido, dirigindo-se ao guichet do SLAT, pediu para falar com o Director do serviço. Estiveram fechados no gabinete cerca de 15 minutos e quando saíram não me pareceram mais contentes do que à chegada.

Como estávamos prestes a fazer o intervalo para o almoço, o Director aguardava pela esposa (enfermeira) e por mim a quem dava boleia, movimentando-se cabisbaixo, com passadas largas de um lado para o outro, à frente do guichet.

Quando entrámos no carro, sentia-se uma forte tensão no ar que não passou despercebida à enfermeira. Instado por ela a dizer o que se passava, ficámos a saber que o casal de advogados tinha reclamado o facto de fichas do SLAT com os seus nomes e o do filho estarem a circular na via pública, depois de terem servido para enrolar castanhas, que um senhor vendia à entrada do Jardim das Portas do Sol.

À medida que o Director relatava o facto agitadamente, os nossos olhos esbugalhavam enquanto os queixos pendiam de pasmo e sobressalto. “E agora?” Perguntava-me eu. “O que vai acontecer? Eles vão levar-nos a tribunal por causa disto?”

A resposta veio logo a seguir por parte da enfermeira Maria Augusta. “Fica tranquilo. Vamos almoçar e a seguir dispensas-me a mim e à Maria Luísa e nós vamos às Portas do Sol falar com o senhor das castanhas”.

Depois do almoço, fomos pedir as fichas de vacinação de volta mas o senhor não quis cooperar.

Lembram-se do texto anterior sobre os impressos bonitos do SLAT? Pois bem, as fichas de vacinação além de serem impressas a vermelho, eram do tamanho A5 e tinham uma densidade adequada para serem arquivadas de pé – não eram tão grossas como a cartolina nem tão frágeis como o papel de 80g.

Tudo isto foi-nos dito, embora com outras palavras pelo empresário das castanhas assadas: “Minhas senhoras, este papel é meu. Achei-o e preciso dele para o meu trabalho. Além disso já tem o tamanho e a consistência certa para fazer os canudos para levar as castanhas quentes. Onde é que eu vou embrulhar as castanhas?!”

Já em desespero de causa, a enfermeira Maria Augusta perguntou-lhe se ele devolvia as fichas se ela lhe desse em troca papel para as substituir. Atendendo um cliente ele respondeu com pouca convicção: “Só vendo…”

Lá fomos nós para casa ver se achávamos papel que agradasse ao vendedor. Não foi fácil desapegarmo-nos de um monte de revistas que tínhamos acumulado – Teleculinárias, Burdas, Turbo, Life, Time e Hollas! O vendedor de castanhas, mesmo assim, achou pouco mas cedeu.

Voltando ao SLAT fomos para as traseiras da vivenda queimar as fichas de vacinação.

Estávamos em 1979 e, com este episódio, os nossos pensamentos lançaram sementes que, bem germinadas ao longo dos anos, deram frutos. Entre eles, e falando apenas no plano físico: a banalização das máquinas de obliterar documentos, a separação de lixos para reciclagem e, se calhar, até a criação da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE)!...

Maria Luísa

Novembro de 2011.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

16 de Novembro - DIA MUNDIAL DA DPOC

DPOC

16 de Novembro - DIA MUNDIAL DA DPOC

A 16 de Novembro é assinalado o Dia Mundial da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica) e, em simultâneo, o Dia Mundial do Não Fumador.
Uma data que procura sensibilizar todos os cidadãos para a importância da saúde respiratória, essencial à vida.

 

DPOC - O QUE É?

A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica) é uma doença crónica, progressiva e irreversível que ataca os pulmões e tem como principais características a destruição de muitos alvéolos e o comprometimento dos restantes. A sua origem está normalmente associada a uma resposta inflamatória anómala dos pulmões à inalação de partículas ou gases nocivos.
As alterações patológicas pulmonares conduzem a alterações fisiológicas características, como a hipersecreção de muco, disfunção ciliar, limitação do débito aéreo, hiper insuflação pulmonar, anomalias das trocas gasosas, hipertensão pulmonar e cor pulmonar. Estas alterações desenvolvem-se em função do processo de evolução da doença.
À medida que os sintomas são sentidos, as limitações no dia-a-dia dos doentes vão-se manifestando, levando a uma gradual incapacidade e morte prematura.
Para um doente com DPOC, movimentos simples, como escovar o cabelo ou subir escadas, podem tornar-se em desafios fisicamente exigentes.
A DPOC está normalmente associada aos hábitos tabágicos, com índices de 20% de probabilidade dos fumadores contraírem esta doença. A DPOC progride com a idade e afecta frequentemente homens com idade mais avançada.

 

AS CAUSAS DA DPOC

O tabagismo é o factor de risco predominante da DPOC, representando 80%-90% do risco de se desenvolver a doença, mas apenas 15% de todos os fumadores desenvolvem DPOC suficientemente grave a ponto de causar sintomas.
Em termos populacionais, a subida das taxas de tabagismo aumentou drasticamente os níveis de doença e de mortalidade associados à DPOC.
Contudo, o tabagismo não é o único factor de risco. As populações expostas a poluição em recintos fechados, resultante do uso de fornos e de fogões a lenha e a carvão, correm um risco muito superior. A exposição profissional a uma variedade de poeiras atmosféricas também aumenta o risco de DPOC, o mesmo acontecendo com a poluição atmosférica.
A hereditariedade constitui, igualmente, um factor de risco de DPOC. Actualmente, a única doença genética claramente identificada que pode causar DPOC é a deficiência em alfa1-antitripsina (AAT). A AAT é uma enzima que, normalmente, impede a perda das fibras elásticas dos pulmões. As pessoas que sofrem de deficiência de AAT desenvolvem, geralmente, obstrução do fluxo de ar por volta dos 40 anos de idade.

 

FACTORES DE RISCO

São grupos de risco as pessoas com:
  • Mais de 40 anos de idade, com história de tabagismo superior a dez anos;
  • Actividade profissional de risco respiratório comprovado, com exposição a poeiras e a produtos químicos;
  • Tosse ou expectoração crónica ou dispneia (dificuldade em respirar) de esforço;
  • Deficiência de alfa1-antitripsnina.

 

OS SINTOMAS DA DPOC

O principal sintoma do doente com DPOC é a dispneia (falta de ar) que resulta da limitação do fluxo aéreo (entrada e saída do ar) principalmente na fase expiratória, da hiperinsulflação dinâmica que leva ao encurtamento das fibras musculares do diafragma, fadiga muscular, insuficiência respiratória, entre outros.
Inicialmente o doente apenas tem uma tosse acompanhada por expectoração, seguindo-se infecções respiratórias e bronquite aguda que se tornam mais frequentes. Posteriormente, surge o cansaço fácil que se vai acentuando ao longo do tempo até surgir mesmo em pequenas tarefas, como a higiene diária e a fala.
Durante algum tempo, apesar dos sintomas, o pulmão consegue levar a efeito a sua função principal: receber o oxigénio do ar e transportá-lo até ao sangue, e receber deste o anidrido carbónico que elimina para o ar.
À medida que a doença evolui a função do pulmão vai reduzindo, o oxigénio que chega ao sangue vai sendo menor e o anidrido carbónico vai-se acumulando, gerando insuficiência respiratória.

 

DIAGNOSTICAR A DPOC

O diagnóstico da DPOC faz-se através da realização do exame designado espirometria. Trata-se do meio mais objectivo, padronizado e facilmente reprodutível de medir o grau de obstrução das vias aéreas. A espirometria permite também avaliar a gravidade da doença e orientar a adequada prescrição médica. Cria, ainda, a oportunidade de adopção de medidas para o controlo de sintomas e prevenção de exacerbações, reduzindo consultas, internamentos hospitalares e absentismo laboral, bem como para a preservação da qualidade de vida do doente.
A doença ocorre frequentemente após os 40 anos e não afecta crianças. Os sintomas de DPOC não devem ser ignorados pelo fumador ou ex-fumador, pois quanto mais cedo se iniciar o tratamento, melhor serão os resultados. Apesar de ser uma doença subdiagnosticada, os sintomas são relativamente fáceis de reconhecer.

 

TRATAR A DPOC

Existem disponíveis em muitos países normas de tratamento clínico da DPOC. Foi desenvolvida uma nova norma de consenso internacional pela Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD). Esta declara que os objectivos do tratamento da DPOC são:
  • Prevenir a progressão da doença;
  • Aliviar os sintomas;
  • Melhorar a tolerância ao exercício e o estado de saúde;
  • Prevenir e tratar as complicações;
  • Prevenir e tratar as exacerbações;
  • Reduzir a mortalidade.
Um passo fundamental no tratamento da DPOC é eliminar ou reduzir ainda mais a irritação pulmonar. Os dois agentes irritantes mais comuns que contribuem para a progressão da DPOC são o tabagismo e os poluentes ambientais. A exposição a estes factores de risco deve ser reduzida ou eliminada.
Demonstrou-se que a simples abstenção tabágica (e, em alguns casos avançados de DPOC, a terapia com oxigénio) reduz a mortalidade. As pessoas que deixam de fumar conseguem abrandar a taxa de declínio da função pulmonar, mas nunca conseguem readquirir a já perdida.
Além de se evitarem os factores de risco conhecidos, existem disponíveis tratamentos farmacológicos para a DPOC e seus sintomas mais vulgares. Os tratamentos mais comuns incluem:

Broncodilatadores - Os broncodilatadores são considerados a pedra angular do tratamento sintomático da DPOC. Os grupos principais de broncodilatadores utilizados no tratamento da DPOC incluem:

  • Anticolinérgicos: actuam contrariando a acção broncoconstrictora do sistema nervoso parassimpático, através do bloqueio dos receptores colinérgicos, o que leva à broncodilatação;
  • Agonistas beta (acção curta ou prolongada): actuam estimulando directamente os receptores beta2 no músculo liso das vias aéreas, o que leva à broncodilatação. Os agonistas beta2 (AB) estão subdivididos em duas subcategorias baseadas na sua duração de acção (acção curta - SABA - e acção prolongada - LABA);
  • Metilxantinas: a teofilina, um dos mais antigos broncodilatadores, é o membro mais conhecido desta classe. É mais frequentemente prescrito como parte de uma terapêutica de combinação.

Corticosteróides - Estes fármacos anti-inflamatórios são utilizados como terapêutica de manutenção no estádio inicial da asma. Contudo, o seu uso habitual na DPOC não é, geralmente, recomendado nas normas de tratamento em estadios de menor gravidade da doença. Os CSI (corticosteróides inalados) podem ajudar os doentes com DPOC grave e muito grave, que sofram de exacerbações frequentes.

 

DPOC EM PORTUGAL

Em Portugal, até há pouco tempo estimava-se que a DPOC atingiria 5,3% da população (Cardoso et al. Rev Port Pneumol 2002, VIII (5): 504). Porém, um estudo recentemente efectuado na população da grande Lisboa mostrou uma prevalência de 14,2% (COPD Prevalence in Portugal. The Burden of Obstructive Lung Disease Study /BOLD). Mesmo tendo em conta a heterogeneidade populacional nas diferentes regiões do país, esta prevalência quase três vezes superior à até agora conhecida, vem confirmar a ideia generalizada de que a doença se encontra em crescimento e subdiagnosticada.
Actualmente, apenas uma pequena parcela da população procura tratamento, já que muitos doentes encaram alguns dos sintomas (tosse, dificuldade em respirar, etc.) como normais. Quando não tratada, a DPOC pode levar a quadros irreversíveis que acabam por afectar seriamente a qualidade de vida do doente.
A doença atinge mais os homens do que as mulheres devido ao maior número de homens que fumam. Com o aumento do número de fumadoras, espera-se no futuro que esta diferença se reduza.

 

DPOC NO MUNDO

No mundo estima-se que existam cerca de 600 milhões de pessoas afectadas por esta doença. A DPOC constitui uma importante causa de morte e de incapacidade em todo o mundo. É a 5ª causa de morte a nível mundial, a 5ª na Europa e noutros países desenvolvidos e a 4ª nos Estados Unidos da América.
Todos os anos, aproximadamente 2.75 milhões de mortes em todo o mundo são atribuídas à DPOC. A DPOC é a causa de morte com mais rápido crescimento nas economias avançadas mundiais, prevendo-se que rapidamente venha a alcançar a 4ª posição como causa de morte nas regiões desenvolvidas.
O crescimento da DPOC é incrível. Calcula-se que em 2020 a DPOC seja a 3ª causa de morte a nível mundial - logo após as doenças de coração e os acidentes vasculares cerebrais.

 

 

A DPOC constitui uma enorme sobrecarga a nível socioeconómico e de saúde, sendo uma das principais causas de incapacidade e morte nas sociedades industriais. Os custos directos e indirectos associados à DPOC são comparados aos associados ao cancro da mama, enfarte do miocárdio e úlcera péptica. Os custos em hospitalizações são comparáveis ou mesmo superiores aos de outras doenças graves, incluindo ataques cardíacos. A maior parcela dos custos médicos da DPOC na maioria dos países está associada à necessidade de hospitalização dos doentes. A DPOC também acarreta um fardo significativo em termos de quebras de produtividade relacionadas com a incapacidade.
Para além do peso económico da doença, a DPOC constitui um pesado problema para aqueles que sofrem daquela patologia, já que tem um impacto considerável na sua qualidade de vida. O cansaço e a dispneia podem limitar seriamente a actividade física interferindo no seu papel económico e social. Depressão, ansiedade e desespero também são frequentemente observadas nos doentes com DPOC.
A DPOC também constitui um pesado fardo sobre todos os que têm de cuidar de amigos e parentes com esta doença. Em virtude da sua natureza crónica e dos seus sintomas incapacitantes, os cuidados de saúde em casa constituem uma parte importante das responsabilidades físicas, sociais e emocionais.

 

SOFRE DE DPOC? FAÇA O PRÉ-DIAGNÓSTICO.

Para saber se tem DPOC, comece por responder a estas questões:
1.Tem tosse a maior parte dos dias? 2.Tem expectoração ou “catarro” a maior parte dos dias? 3.Tem dificuldades de respiração e cansa-se mais rapidamente do que as pessoas da sua idade? 4.É fumador(a) ou ex-fumador(a)? 5.Tem mais de 40 anos?
Se respondeu afirmativamente a todas as questões, pode sofrer ou vir a sofrer de DPOC. Consulte o seu médico(…)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Estórias Pessoais, Maria Luísa Oliveira, 1978-2005(II)

1978

Luísa Oliveira - AdministrativaUma das tarefas como administrativa no ex-SLAT (Serviço de Luta Antituberculosa) de Santarém, obviamente, era o atendimento ao público. Lembro de como me assustei quando, logo no 1º dia de trabalho, me puseram à frente do guichet com uma fila de pessoas do outro lado para serem atendidas. Gaguejando, ainda disse à minha jovem colega que não me parecia boa a ideia de eu ir para lá, pois não saberia o que dizer nem fazer e os utentes certamente não iriam tolerar essa ignorância. O que mais eu iria apreciar na minha colega Maria do Céu era a sua descontracção em relação a tudo aquilo que me constrangia e limitava. Completamente tranquila, ela disse-me: “Ora essa! É tudo muito simples! Veja como eu faço e vai ver que consegue!” A verdade é que a paciência e o método demonstrativo dela resultaram e foi muito fácil mesmo.

(Naquele tempo não se ouvia falar em cursos de formação, pelo menos para funcionários administrativos do SLAT).

Havia impressos que preenchíamos (à mão, claro!) enquanto atendíamos os utentes. Em 1978 os caracteres e os quadradinhos dos impressos eram estampados com tinta vermelha e nós escrevíamos com esferográfica a azul ou preto. No topo do impresso, no canto esquerdo, uma singela mas peculiar cruz, de dois braços, identificava os nossos serviços. Numa altura em que eu já tinha abolido completamente as cruzes nos meus adornos pessoais, tendo-as substituído por outros símbolos igualmente pacíficos: a pata de pombo, yin e yang e Om (Aum), achei a cruz especialmente bonita e a minha curiosidade sobre ela recebeu do Dr. Júlio Cardoso, Director e médico dos nossos serviços, esta explicação: “Chama-se Cruz de Lorena e os Cruzados usavam-na nas suas lutas. Por proposta de um médico francês bem inspirado, passou a ser o símbolo internacional da cruzada sobre a tuberculose. Diz-se que a Cruz de Lorena tem poderes sobrenaturais.”

Lembrei-me então de já a ter visto em Moçambique, no Dispensário Antituberculoso de Lourenço Marques, quando levei a minha filha, para fazer o BCG quando nasceu. Muito mais tarde, empolguei-me verdadeiramente quando a vi a identificar serviços de saúde pulmonar em cidades como Goa, Deli, Hong Kong, Macau e Bangkok…. (continua…)

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Símbolo da Paz

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Yin e Yang

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Om ou Aum

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Cruz de Lorena

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

14 de Outubro - Dia Mundial da Espirometria

 
14 de Outubro - Dia Mundial da Espirometria
 
A 14 de Outubro comemora-se o Dia Mundial da Espirometria, uma data que tem passado despercebida na agenda da saúde mundial.
 
A ESPIROMETRIA
A Espirometria, também conhecida como exame do sopro, é um teste que mede o fluxo de ar nos pulmões. Trata-se de um exame muito importante no diagnóstico precoce e prevenção de doenças respiratórias, e essencialmente, no caso da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), uma doença devastadora que progressivamente retira aos doentes a capacidade de respirar.
A espirometria permite ajudar a detectar a doença e permite actuar e tratar antes da sua progressão. Para efectuar o exame basta colocar o tubo do aparelho na boca, encher totalmente os pulmões de ar e soprar com força até os esvaziar.
A espirometria é necessária para confirmar o diagnóstico de DPOC. O grau de gravidade da DPOC é avaliado segundo o grau de obstrução brônquica determinado pela espirometria. Os registos espirométricos servem ainda para orientar o tratamento, avaliar a resposta terapêutica e monitorizar a evolução da DPOC. Com efeito, os registos periódicos dos parâmetros ventilatórios são úteis para se monitorizar a progressão da obstrução das vias aéreas na DPOC.
O rastreio espirométrico de populações de alto risco é um método simples e eficaz para a detecção da DPOC. Na verdade, a realização de espirometria, em fumadores e ex-fumadores com mais de 40 anos, poderá trazer ganhos de saúde muito significativos. Ao identificar a DPOC num estádio de menor gravidade da doença, a realização de espirometria possibilita a aplicação de medidas dirigidas de prevenção relativas ao tabagismo, ao ambiente laboral e a hábitos de vida.
O diagnóstico precoce da DPOC por espirometria cria a oportunidade de se poder actuar para evitar a redução da funcionalidade dos portadores da doença e a deterioração da sua qualidade de vida. Quanto mais tardio for o diagnóstico da DPOC, menor será o impacto da cessação tabágica na história natural da doença, com reconhecido carácter evolutivo e incapacitante.
PROCURAR AJUDA DO PROFISSIONAL DE SAÚDE
A doença instala-se lenta e progressivamente. Por isso, muitas vezes, o doente só recorre ao médico numa fase avançada da doença. Para que tal não aconteça um diagnóstico precoce torna-se fundamental. Sendo a espirometria um exame que detecta a DPOC mesmo antes de existirem sinais visíveis da doença, é importante incluí-la no check-up de rotina.
A avaliação clínica do doente, através do médico de família, é o primeiro passo para um diagnóstico correcto da doença e um reencaminhamento eficaz. Uma primeira consulta com estes médicos pode facilitar o reconhecimento da doença e dar seguimento ao doente para uma consulta com um médico pneumologista para esclarecimento de diagnóstico e orientação terapêutica.
 
FAZER O TESTE DA ESPIROMETRIA
No dia 14 de Outubro, Dia Mundial da Espirometria, tem início, em Lisboa, um roadshow suportado por uma unidade móvel de saúde e aconselhamento. Aqui profissionais de saúde realizam espirometrias à população com o objectivo de desenvolver um eficaz rastreio da DPOC.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a doença atinja 210 milhões de pessoas em todo o mundo. Face a estes números muitas foram as organizações europeias e mundiais que já manifestaram a vontade de estender a outros países esta campanha de divulgação e aconselhamento.
 
SOFRE DE DPOC? FAÇA O PRÉ-DIAGNÓSTICO.
Para saber se tem DPOC, com
ece por responder a estas questões:
1.É fumador(a)?
2.Tem tosse a maior parte dos dias?
3.Tem expectoração a maior parte dos dias?
4.Cansa-se com facilidade e mais do que as pessoas da sua idade?
Se respondeu afirmativamente a todas as questões, pode sofrer ou vir a sofrer de DPOC. Consulte o seu médico (...)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Estórias Pessoais, Maria Luísa Oliveira, 1978-2005 (I)

Luísa Oliveira - AdministrativaOlá!

Convidaram-me para participar neste blog e é com muito prazer que aceito o desafio por diversas razões. À medida que for escrevendo, dar-me-ei e dar-se-ão conta dessas razões.

Fui funcionária administrativa do CDP de Santarém de1978 a 2005, ano em que me reformei. Mantenho-me em contacto com todo o pessoal por grande amizade aos que trabalharam comigo e ainda lá continuam e simpatia pelos que entraram depois da minha saída.

Hoje recordo com alegria e saudade as pessoas com quem passava a maior parte do meu tempo, o feitio de cada uma, o nosso poder de adaptabilidade, o que aprendi com quem trabalhei e com os utentes.

Claro que não foi sempre um mar de rosas…

Nasci em Lourenço Marques em 1948 e aos 19 anos comecei a trabalhar na Divisão de Finanças da Junta Autónoma de Estradas de Moçambique que contava com 40 funcionários só nesse departamento. Depois trabalhei numa instituição bancária no serviço de contabilidade juntamente com cerca de 30 colegas. Estava habituada a trabalhar especificamente numa determinada função, embora tivesse tido formação profissional suficiente para saber o circuito dos documentos desde a entrada nos serviços centrais até passarem por mim e depois o seu percurso até o processo de contas e arquivo morto. Considerava-me uma boa profissional na área da contabilidade.

Portugal – Santarém 1978.

Tinha acabado de fazer 30 anos, os últimos dois anos em Lisboa, sem trabalhar, a viver numa pensão paga pelo IARN (Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais), quando recebi o ofício do Quadro Geral de Adidos para me apresentar no SLAT (Serviço de Luta Antituberculosa de Santarém, para iniciar funções como administrativa. Informei-me da localização dos serviços e fui até lá. Não foi fácil dar com a casa. Passei várias vezes por ela sem a identificar. Não me passava pela cabeça que um serviço destinado a curar doentes tuberculosos pudesse funcionar numa … “vivenda velha”. Secretárias, mesas e armários de metal creme com tampos de mármore, como eu já não via desde os meados dos anos 50, quando fui vacinada contra a varíola em Lourenço Marques. Eu sempre gostei de casas e ambientes bem modernos e por isso, detestei tudo menos as pessoas porque essas, todas elas, me acolheram muitíssimo bem. É certo que éramos muito poucos e também muito distintos: 1 médico, 2 enfermeiros, 1 técnico de RX, 3 administrativas e 2 auxiliares. Estava habituada a trabalhar entre iguais com um chefe a uma certa distância e outros superiores mais distantes ainda. E a princípio fez-me confusão estar tão próxima de tantas hierarquias profissionais e sociais. No fundo, estava com medo de trabalhar ali. Medo de tudo. Nunca me senti bem em hospitais e serviços de saúde. O cheiro a éter agoniava-me. Ainda por cima um serviço que cura tuberculosos…” “E enquanto não se curavam? Então isso não é altamente contagioso? E eu? Qual a minha imunidade? Que garantias me dão em como não apanho a doença?!” Estes pensamentos assaltavam-me constantemente nos primeiros dias mas não me atrevia a expô-los para não ferir susceptibilidades. O medo de continuar sem trabalhar foi muito maior. O que eu queria mesmo era trabalhar, ser e sentir-me útil, ganhar a minha vida para ser independente e pensei que aceitando o cargo ali, logo pediria a transferência para um serviço grande de … contabilidade – Serviço de Finanças, talvez.

Hoje (2011), olhando para trás, entendo que há sempre uma boa razão para estarmos onde estamos e a fazer o que estamos a fazer. Eu tinha estado a deambular pela vida e não a viver a minha vida. O Universo colocou-me no Dispensário para me dar a oportunidade de aprender que, a nível da consciência somos todos iguais, que precisava de aprender a valorizar o bem-estar e a saúde, a compreender a doença e a perceber hoje, que a medicina e os meios tecnológicos estão sempre a evoluir, que os profissionais da saúde e os recursos que temos à mão de semear, aumentam a nossa esperança de vida mas que somos nós, os únicos responsáveis pela qualidade da nossa vida.

Maria Luísa

Santarém, Setembro de 2011.

PS: Aguardamos que nossa Luísa nos brinde brevemente com fotos suas e outras referentes ao CDP.