sexta-feira, 22 de julho de 2011

CDP - Santarém

Um pouco de história

O Centro de Diagnóstico Pneumológico de Santarém é uma unidade de saúde com muitos anos de actividade e que teve há cerca de 30 anos a designação de Dispensário Antituberculoso; é ainda muitas vezes  designado pelo nome de Dispensário.
De facto, se nos anos 50 do século XX, no nosso país as carências no campo da saúde eram enormes, na área da luta contra a tuberculose existiam as unidades ambulatórias em quase todos os concelhos; existiam também unidades de internamento, não só os grandes sanatórios, mas também unidades mais pequenas – a Enfermaria-abrigo de Santarém era uma dessas unidades: o seu edifício é onde actualmente funciona o Lar de S.Domingos.
Estas estruturas inicialmente criadas pela Assistência Nacional aos Tuberculosos (ANT), passaram depois para o Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos (IANT). Após o 25 de Abril de 1974, passa a ser Serviço de Luta Antituberculosa (SLAT), designação muitas vezes ainda utilizada, posteriormente Serviço de Tuberculose e Doenças Respiratórias (STDR) e a partir de 1995, com o Plano Nacional de Luta contra a Tuberculose chegamos ao actual nome de Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP).
Muito haverá a contar da evolução destas estruturas; esperamos fazê-lo proximamente e de forma progressiva, não só com as nossas memórias, mas também com os contributos que as pessoas da região possam dar e que desde já solicitamos.


A nossa actividade

O CDP Santarém é uma unidade que tem como prioridade da sua actuação a luta contra a tuberculose, nas vertentes do tratamento, do diagnóstico, da prevenção e rastreio, da formação e da educação para a saúde.
Porém, desde os fins da década de 70 que progressivamente se foi alargando a sua acção a toda a área da Pneumologia, respondendo à procura de cuidados médicos especializados nas doenças respiratórias em geral. Aliás, as designações STDR, e depois CDP, surgem espelhando essa evolução.
Com instalações próprias, facilitando a acessibilidade, e com um quadro de pessoal que foi variando ao longo dos anos, o CDP Santarém tem actualmente 2 médicos pneumologistas, 2 enfermeiras, uma técnica de radiodiagnóstico, 2 administrativos e uma assistente operacional.
A nossa actividade tem sido desenvolvida tendo sempre presente a importância da interligação com os outros sectores da saúde: o da Medicina Geral e Familiar, na sua rede ambulatória e primeiro ponto de contacto da população com os serviços, o da Medicina Hospitalar, Medicina Interna, Pneumologia e todas as outras especialidades médicas e cirúrgicas, o da Saúde Pública, e todos os outros sectores da saúde e assistência social.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

BCG

O BCG (Bacilo de Calmettte e Guérin) é a única vacina que previne as formas graves da tuberculose infantil como a meningite tuberculosa e tuberculose miliar. Apesar dos avanços da medicina e,apresentada em 1921 é a mais antiga das vacinas em utilização.
  • 1921 - descoberta por Calmette e Guérin
  • 1929 - acidente de Lubeck
  • 1935 - 1º estudo que determina 75% do seu efeito protector
  • 1951 - campanhas internacionais de BCG conduzidas pela OMS
  • 1966 - iniciou-se a produção da vacina BCG liofilizada
  • 1974 - o BCG é integrado no PAI (Programa Alargado Imunização)
  • 1992 - 85% de crianças vacinadas no 1º ano de vida.



O Plano Nacional de Vacinação português recomenda a sua administração (Circular Normativa Nº 08/DT de 21/12/2005) ainda na maternidade, a todo o recém-nascido, desde que o seu peso seja igual ou superior a 2000gr. Na impossibilidade de o fazer, deverá ser administrada no centro de saúde ou CDP, no calendário recomendado.
Quando a vacina BCG não é administrada até aos 2 meses de idade deve-se efectuar a prova tuberculinica antes da vacinação.


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Técnica de administração

A vacina é administrada por via intradérmica na face latero-externa do braço esquerdo, na união do 1/3 superior com os 2/3 inferiores, nas doses de 0,05ml (5U) no primeiro ano de vida e posteriormente de 0,1ml (10U).
 
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Usar uma seringa de tuberculina ou de insulina graduada de 1cc e uma agulha intradérmica curta e fina de calibre 25G ou 26Gx10mm. Injectar lentamente no local apropriado.
A inoculação da vacina não dá qualquer reacção local desagradável, nem reacção geral (febre ou fadiga) e a pápula formada (5mm) desaparece ao fim de 30 minutos.

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Ao fim de 3 ou 4 semanas aparece um nódulo vermelho e duro que pode persistir durante 1 ou 2 meses e desaparecer deixando uma zona deprimida (cicatriz vacinal). Frequentemente pode aparecer uma gota de serosidade semelhante à evolução de um frurúnculo.
É uma evolução normal pelo que a criança pode tomar banho normalmente não necessitando de quaisquer cuidados (não colocar gelo, pomadas, talco ou outro produto). O único procedimento permitido é a colocação de uma compressa esterilizada, seca, para evitar o “roçar” na roupa.

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Complicações

A principal complicação da vacinação BCG é a adenite (aparecimento de um gânglio reaccional na axila) que é pouco frequente, evoluindo para cicatrização sem atingimento do estado geral. Normalmente aparece ao fim de 2 a 4 meses após vacinação.
  
A frequência do número de adenites depende:                    
  • Idade (maior frequência nas crianças até 2 anos)
  • Via da administração da vacina
  • Técnica incorrecta
  • Quantidade da vacina administrada
  • Estirpe da vacina BCG. 



Que fazer perante a adenite?

A principal atitude a tomar é esclarecer e acalmar os pais, ensinando-os a detectar a existência de flutuação para possível punção, exclusivamente do foro médico.



Contra indicações

De um modo geral a vacina do BCG não deve ser administrado a indivíduos com:
  • Síndromes de imunodeficiência congénita (hipogamoglobulinémias ou imunodeficiência combinada grave)
  • Estados de imunodepressão devido a doenças malignas (linfomas, leucemias)
  • Estados de imunossupressão associados a certas terapêuticas (nestes casos deve-se respeitar um período mínimo de 3 meses após a suspensão das mesmas)
  • Transplantes de órgãos
  • Casos de HIV positivos sintomáticos (nos casos assintomáticos a vacinação deve ser ponderada em função do risco de contrair tuberculose e administrada mediante prescrição médica)
  • Nos casos de filhos de mães com HIV positivo, a vacina BCG deverá ser adiada até exclusão de infecção pelo HIV e administrada mediante prescrição médica)image
  • Malnutrição grave
  • Recém-nascidos com peso inferior a 2 kg
  • Doenças cutâneas generalizadas
  • Tuberculose activa
  • Prova tuberculínica positiva
 
Registos

É importante fazer sempre o registo da vacina BCG incluindo:
Ø Lote image
Ø Laboratório
Ø Data 
Ø Assinatura

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Rastreio da Tuberculose

O rastreio da Tuberculose pode ser feito junto do seu médico de família ou no CDP da área da sua residência e tem como objectivo identificar pessoas que, tendo tido contacto com o bacilo da tuberculose e apesar de não apresentarem sintomas da doença,  podem estar mais susceptíveis de adoecer. 
No rastreio é-lhe feito um inquérito sobre sintomas,  realizado prova tuberculínica (Mantoux), radiografia de tórax, colheitas de expectoração,  teste IGRA (se necessário) e esclarecimento sobre a doença.
 
As colheitas da expectoração devem ser feitas durante 3 dias seguidos. Colhe-se, em frasco devidamente identificados  a 1ª expectoração da manhã, de preferência ainda em jejum. Guarda-se no frigorífico (na porta ou na gaveta dos legumes) ou simplesmente num local fresco e abrigado da luz solar. Após as 3 colheitas entregar no CDP.

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Sempre que se deslocar para realizar o Rastreio da Tuberculose deverá ser portador do Boletim de Vacinas.

Como prevenir a Tuberculose

 
As principais medidas para prevenir a TB são:
  • diagnosticar precocemente cada novo caso
  • tratar correctamente todo o doente com Tuberculose
  • ter a certeza de que o doente toma a medicação correctamente
  • rastrear todos os seus conviventes
  • BCG no recém-nascido.
Existem no entanto, pessoas que têm mais probabilidade de adoecerem com TB:


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Estima-se que 10% dos infectados desenvolverão posteriormente a doença.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quais os Sintomas da Tuberculose?

A tuberculose é uma doença de evolução arrastada caracterizando-se geralmente por uma instalação lenta a progressiva dos sintomas.

Os sintomas mais frequentes são; tosse persistente, expectoração espessa com ou sem sangue, cansaço fácil, febre vespertina (à tarde 37,5º), suores nocturnos, perda de apetite e emagrecimento, dor no peito e/ou nas costas.

Como se Transmite a Tuberculose?

O seu contágio é feito por inalação de “partículas” originados na tosse, espirro, fala e risadas de doentes portadores de TB Pulmonar activa, ou seja; quando um doente tosse ou espirra, lança para o ar bacilos provenientes do pulmão doente. Se uma pessoa inalar uma grande quantidade de bacilos, estes ao entrarem no organismo podem-se alojar nos pulmões – há uma infecção.


O termo infecção, no caso da tuberculose, designa apenas o contacto do organismo com os bacilos e não a existência de doença. Quando ocorre a inalação dos bacilos duas situações podem ocorrer:
1.      Se as defesas do organismo estiverem em “alerta”, os bacilos ficam inactivos (adormecidos) e não causam danos, a pessoa não tem sintomas e pode não adoecer

2.      Se as defesas do organismo estiverem diminuídas, os bacilos podem provocar a doença dando início aos sintomas.













segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tuberculose – Questões Pertinentes

Tuberculose

Saiba como controlar, curar e prevenir a tuberculose, uma das doenças que mais pessoas mata, por ano, em todo o mundo.

 
 
Emergência mundial
Morrem mais pessoas de tuberculose, em todo o mundo, do que de qualquer outra doença infecciosa durável. A tuberculose mata aproximadamente dois milhões de pessoas por ano, 98 por cento das quais em países em desenvolvimento. Um terço da população mundial encontra-se infectado pelo bacilo da tuberculose (bacilo de Koch).
Apesar das dimensões que atinge, esta pandemia foi durante muito tempo esquecida pelos doadores internacionais. Em 1990, o fluxo total da ajuda externa para esta doença diminuiu para uns escassos 16 milhões de dólares por ano.
Este facto levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar a tuberculose como uma emergência mundial. Feita há dez anos atrás, esta declaração foi a primeira do género na história da OMS, tendo gerado um efeito positivo em várias áreas de actuação e junto de várias instituições e financiadores internacionais.
Cerca de dez milhões de tuberculosos completaram com sucesso o tratamento ao abrigo da estratégia DOTS (Directly Observed Therapy Short-Course), uma das mais bem sucedidas iniciativas de saúde pública com baixos custos alguma vez implementada a nível mundial. Esta estratégia não só salvou muitas vidas como reduziu activamente a propagação da infecção.
O número de países que já adoptaram e implementaram a estratégia DOTS (Portugal é um deles) atinge já mais de uma centena e meia, cobrindo mais de 60 por cento da população mundial.
A Parceria Global para Combater a Tuberculose (Global Partnership to Stop TB), lançada pela OMS em 2000, cresceu rapidamente e inclui já mais de 250 organizações entre os seus membros. Estas organizações coordenaram os seus esforços em grupos de trabalho que se debruçaram sobre a expansão da DOTS, sobre a infecção conjunta de tuberculose e do vírus da imunodeficiência humana (VIH), sobre a tuberculose resistente a medicamentos múltiplos e a pesquisa sobre novos diagnósticos, remédios e vacinas para a tuberculose.
 
Situação em Portugal
Em Portugal, assiste-se a uma redução acentuada do nível endémico da tuberculose, directamente associada à melhoria dos índices de desempenho do Plano Nacional de Luta Contra a Tuberculose (PNT), com uma evidente redução da prevalência da resistência aos antibióticos específicos.
Contudo, a situação é menos favorável nas grandes áreas urbanas de Lisboa, Porto e Setúbal, onde se concentra a maior parte dos casos registados no país e onde o ritmo de declínio é mais lento. Nestas áreas, incidem com particular intensidade os mais determinantes factores de risco, com consequente impacto negativo no sucesso terapêutico e no aumento da resistência aos fármacos.
Em relação à União Europeia, Portugal é um dos países com maior incidência de casos notificados e com maior expressão dos aspectos que lhe conferem o carácter de infecção emergente.
Estando em curso uma profunda reforma do sistema de saúde, importa alertar para a necessidade de salvaguardar a operacionalidade dos serviços dedicados à tuberculose, de forma a enfrentar com eficiência os quatro principais desafios do Plano Nacional de Luta Contra a Tuberculose:
  • Implementação da estratégia global DOTS;
  • Implementação dos tratamentos personalizados (estratégia DOTS-plus);
  • Intervenção activa na comunidade para cura e detecção de novos casos;
  • Plano de intervenção na co-infecção TB/VIH.

Em Portugal, dos serviços dedicados ao tratamento e prevenção da tuberculose, destacam-se os Centros de Diagnóstico Pneumológico.

O que é a tuberculose?
A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado “bacilo de Koch”. É uma doença contagiosa, que se transmite de pessoa para pessoa e que atinge sobretudo os pulmões. Pode também atingir outros órgãos e outras partes do nosso corpo, como os gânglios, os rins, os ossos, os intestinos e as meninges.

Quais são os sintomas mais evidentes?

  • Tosse crónica;
  • Febre;
  • Existência e persistência de suores nocturnos (dos que ensopam o lençol);
  • Dores no tórax;
  • Perda de peso, lenta e progressiva;
  • Falta de apetite, anorexia, apatia completa para com quase tudo o que está à volta.

Como se transmite?
A transmissão do micróbio da tuberculose processa-se pelo ar, através da respiração, que o faz penetrar no nosso organismo. Quando um doente com tuberculose tosse, fala ou espirra, espalha no ar pequenas gotas que contêm o bacilo de Koch. Uma pessoa saudável que respire o ar de determinado ambiente onde permaneceu um tuberculoso pode infectar-se.
Note-se que um espirro de um doente com tuberculose projecta no ar cerca de dois milhões de bacilos. Através da tosse, cerca de 3,5 mil partículas são igualmente projectadas para a atmosfera.

Todas as pessoas que entram em contacto com doentes tuberculosos podem ser contagiadas?
Não. A maior parte das vezes o organismo resiste e a pessoa não adoece. Contudo, por vezes, o organismo resiste no momento, mas continua a albergar o micróbio, motivo pelo qual quando fragilizado por alguma outra doença, como a sida, o cancro, a diabetes ou o alcoolismo, acaba por não resistir. Os idosos têm também mais possibilidades de adoecer logo após estarem em contacto com um tuberculoso, ou seja, com o ar que este respira.
Entre as pessoas que mais probabilidades têm de contrair esta infecção, contam-se os idosos, as crianças e as pessoas muito debilitadas por outras doenças.

Todos os pacientes com tuberculose podem transmitir a doença?
Não, apenas os doentes com o bacilo de Koch no pulmão e que sejam bacilíferos, isto é, que eliminem o bacilo no ar, através da tosse, espirro ou fala.
Quem tem tuberculose noutras partes do corpo não transmite a doença a ninguém porque não elimina o bacilo de Koch através da tosse.
Os doentes com tuberculose que já estão a ser tratados não oferecem perigo de contágio porque a partir do início do tratamento este risco vai diminuindo dia após dia. Quinze dias depois de iniciado o tratamento, é provável que o paciente já não elimine os bacilos de Koch.

Que factores facilitam o contágio?

  • Estar na presença de um doente bacilífero (aquele que elimina muitos bacilos através da tosse, dos espirros, da fala);
  • Respirar em ambientes pouco arejados e nos quais há predominância de pessoas fragilizadas pela doença;
  • Permanecer vários dias em contacto com doentes tuberculosos.

Como se previne?
A prevenção é a arma mais poderosa e genericamente usada em todo o mundo. É feita através da vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), que é aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves de tuberculose. É, por isso, obrigatória e tomada por milhões de crianças em todo o mundo.
Deve ainda tratar-se, o mais breve possível, os doentes com tuberculose, para que o contágio não prolifere, e procurar não respirar em ambientes saturados, pouco arejados e pouco limpos.

A tuberculose tem cura?
Sim. Se o doente seguir a prescrição do médico e as suas indicações, as oportunidades de cura atingem os 95 por cento. Mas para que assim seja, é fundamental não interromper o tratamento em hipótese alguma, nem mesmo se os sintomas desaparecerem.

Como se trata?
Quando alguém adoece por causa do micróbio da tuberculose e fica tuberculoso, o tratamento consiste na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. Este tratamento dura cerca de seis meses e deve ser sempre acompanhado pelo médico de família do seu centro de saúde.

Em que situações é preciso internar um doente com tuberculose?
Na maior parte dos casos, o tratamento deve ser ambulatório, ou seja, feito em casa e acompanhado no centro de saúde ou no hospital da área de residência do doente. Porém, se o diagnóstico não for feito no início da doença e os pulmões do doente ficarem gravemente afectados, inclusive originando outras complicações, o médico tem que observar o paciente e decidir se precisa do internamento. Nestas circunstâncias, as pessoas ficam muito fragilizadas e precisam de muito apoio.
No caso de um doente com tuberculose noutras partes do corpo, cabe ao médico tomar a decisão. Quando o doente contrai uma meningite tuberculosa tem forçosamente de ser internado.

A tuberculose mata?
Sim. Se uma pessoa com tuberculose não recorrer aos serviços médicos competentes e se não for tratada atempada e convenientemente, a probabilidade de vir a morrer na sequência da tuberculose é muito elevada.
Quando um doente abandona ou interrompe o tratamento que lhe foi prescrito, aumenta também a probabilidade de vir a morrer da doença, uma vez que possibilita o aparecimento de novos bacilos de Koch, resistentes aos medicamentos actualmente usados pelos médicos para o tratamento e controlo da tuberculose.

Como se diagnostica?
Se tossir consecutivamente durante cerca de três semanas, é recomendável que consulte o médico do centro de saúde da sua área de residência. Este médico pode pedir-lhe para fazer o exame do escarro ou baciloscopia e também uma radiografia ao tórax. Através dos resultados destes dois exames estará, então, em condições de avançar com o diagnóstico e encaminhá-lo para os serviços médicos competentes.

Se for diagnosticada uma tuberculose, é necessário parar de beber e de fumar?
Sim. Não é aconselhável, como se sabe, a associação entre
medicamentos e bebidas alcoólicas. Podem até gerar-se outras complicações, como, por exemplo, o aparecimento de hepatite. É também desejável e necessário que o paciente pare de fumar, até porque isso melhorará a sua saúde como um todo e beneficiará a recuperação dos pulmões.

Caso persistam dúvidas ou alguma impossibilidade por parte do paciente em seguir estas recomendações, aconselha-se conversar com o médico ou com o responsável de saúde do centro de saúde da sua área de residência.

As grávidas podem ser tratadas com os medicamentos habituais para a tuberculose?
Sim, pois os medicamentos costumam ser seguros. Mas também neste caso se aconselha a consulta e uma conversa com o médico assistente para esclarecimento de dúvidas, designadamente as que se relacionem com a saúde da mãe e do bebé.
(...)

Retidado de:

 http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+infecciosas/tuberculose.htm