quarta-feira, 20 de julho de 2011

BCG

O BCG (Bacilo de Calmettte e Guérin) é a única vacina que previne as formas graves da tuberculose infantil como a meningite tuberculosa e tuberculose miliar. Apesar dos avanços da medicina e,apresentada em 1921 é a mais antiga das vacinas em utilização.
  • 1921 - descoberta por Calmette e Guérin
  • 1929 - acidente de Lubeck
  • 1935 - 1º estudo que determina 75% do seu efeito protector
  • 1951 - campanhas internacionais de BCG conduzidas pela OMS
  • 1966 - iniciou-se a produção da vacina BCG liofilizada
  • 1974 - o BCG é integrado no PAI (Programa Alargado Imunização)
  • 1992 - 85% de crianças vacinadas no 1º ano de vida.



O Plano Nacional de Vacinação português recomenda a sua administração (Circular Normativa Nº 08/DT de 21/12/2005) ainda na maternidade, a todo o recém-nascido, desde que o seu peso seja igual ou superior a 2000gr. Na impossibilidade de o fazer, deverá ser administrada no centro de saúde ou CDP, no calendário recomendado.
Quando a vacina BCG não é administrada até aos 2 meses de idade deve-se efectuar a prova tuberculinica antes da vacinação.


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Técnica de administração

A vacina é administrada por via intradérmica na face latero-externa do braço esquerdo, na união do 1/3 superior com os 2/3 inferiores, nas doses de 0,05ml (5U) no primeiro ano de vida e posteriormente de 0,1ml (10U).
 
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Usar uma seringa de tuberculina ou de insulina graduada de 1cc e uma agulha intradérmica curta e fina de calibre 25G ou 26Gx10mm. Injectar lentamente no local apropriado.
A inoculação da vacina não dá qualquer reacção local desagradável, nem reacção geral (febre ou fadiga) e a pápula formada (5mm) desaparece ao fim de 30 minutos.

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Ao fim de 3 ou 4 semanas aparece um nódulo vermelho e duro que pode persistir durante 1 ou 2 meses e desaparecer deixando uma zona deprimida (cicatriz vacinal). Frequentemente pode aparecer uma gota de serosidade semelhante à evolução de um frurúnculo.
É uma evolução normal pelo que a criança pode tomar banho normalmente não necessitando de quaisquer cuidados (não colocar gelo, pomadas, talco ou outro produto). O único procedimento permitido é a colocação de uma compressa esterilizada, seca, para evitar o “roçar” na roupa.

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Complicações

A principal complicação da vacinação BCG é a adenite (aparecimento de um gânglio reaccional na axila) que é pouco frequente, evoluindo para cicatrização sem atingimento do estado geral. Normalmente aparece ao fim de 2 a 4 meses após vacinação.
  
A frequência do número de adenites depende:                    
  • Idade (maior frequência nas crianças até 2 anos)
  • Via da administração da vacina
  • Técnica incorrecta
  • Quantidade da vacina administrada
  • Estirpe da vacina BCG. 



Que fazer perante a adenite?

A principal atitude a tomar é esclarecer e acalmar os pais, ensinando-os a detectar a existência de flutuação para possível punção, exclusivamente do foro médico.



Contra indicações

De um modo geral a vacina do BCG não deve ser administrado a indivíduos com:
  • Síndromes de imunodeficiência congénita (hipogamoglobulinémias ou imunodeficiência combinada grave)
  • Estados de imunodepressão devido a doenças malignas (linfomas, leucemias)
  • Estados de imunossupressão associados a certas terapêuticas (nestes casos deve-se respeitar um período mínimo de 3 meses após a suspensão das mesmas)
  • Transplantes de órgãos
  • Casos de HIV positivos sintomáticos (nos casos assintomáticos a vacinação deve ser ponderada em função do risco de contrair tuberculose e administrada mediante prescrição médica)
  • Nos casos de filhos de mães com HIV positivo, a vacina BCG deverá ser adiada até exclusão de infecção pelo HIV e administrada mediante prescrição médica)image
  • Malnutrição grave
  • Recém-nascidos com peso inferior a 2 kg
  • Doenças cutâneas generalizadas
  • Tuberculose activa
  • Prova tuberculínica positiva
 
Registos

É importante fazer sempre o registo da vacina BCG incluindo:
Ø Lote image
Ø Laboratório
Ø Data 
Ø Assinatura

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