sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tuberculose: serviços de saúde devem estar atentos a sinais de precariedade

O coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose em Portugal alertou esta sexta-feira para a necessidade dos serviços de saúde estarem atentos aos sinais de precariedade que podem levar ao aumento desta doença, avança a agência Lusa.

A propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala sábado, António Fonseca Antunes reconheceu que o aumento de casos de fome preocupa as autoridades, embora existam outros “fatores sociais” que podem levar ao aumento da doença.

“A tuberculose está associada à fome, mas não só”, disse.

Por esta razão, António Fonseca Antunes defende que os serviços de saúde devem estar “especialmente atentos ao fenómeno”.

“Os serviços de saúde têm de estar atentos ao fenómeno, porque a grande maioria dos casos de tuberculose é detectada quando as pessoas se sentem doentes e vão à procura de ajuda clínica”, disse.

Em relação aos níveis da doença em Portugal, António Fonseca Antunes confirmou a tendência dos últimos dez anos de descida, a um ritmo de 6,4 por cento ao ano.

Em 2011, foram notificados 2.231 novos casos, mais 157 retratamentos.

Portugal continua um país de incidência intermédia na Europa, prevendo António Fonseca Antunes que passe para uma incidência baixa dentro de dois anos.

Este ano, em que se assinala o 130.º ano da descoberta do bacilo da tuberculose por Robert Koch, o lema do Dia Mundial da Tuberculose é “Melhor é Possível, Stop à TB”.

A iniciativa é promovida pela Parceria Stop à TB (Stop TB Partnership), uma rede de organizações e países de combate à tuberculose.

Em 2010, em todo o mundo, o número de pessoas que a contraíram diminuiu para 8,8 milhões, incluindo 1,1 milhões de pessoas infectadas com o VIH.

O número de novos casos tem vindo a diminuir desde 2005, mas de forma muito lenta e acompanhada da ameaça da Tuberculose Multirresistente (TBMR).

Retirado de:  http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/23-03-12/tuberculose-servicos-de-saude-devem-estar-atentos-sinais-de-precariedade