BCG

BCG
O BCG (Bacilo de Calmettte e Guérin) é a única vacina que previne as complicações graves da tuberculose infantil como a meningite tuberculosa e tuberculose miliar. Apresentada em 1921 é a mais antiga das vacinas em utilização, apesar dos avanços da medicina.
O Plano Nacional de Vacinação português recomenda a sua administração (Circular Normativa Nº 08/DT de 21/12/2005) ainda na maternidade, a todo o recém- nascido, desde que o seu peso seja igual ou superior a 2000gr. Na impossibilidade de o fazer, deverá ser administrada no centro de saúde ou CDP no calendário recomendado. De salientar que, após os 2 meses de idade só deve ser administrado o BCG se a prova tuberculínica for negativa.

Técnica de administração
A vacina é administrada por via intradérmica na face lâtero-externa do braço esquerdo, na união do 1/3 superior com os 2/3 inferiores, nas doses de 0,05ml (5U) no primeiro ano de vida e posteriormente de 0,1ml (10U).
Usar uma seringa de tuberculina ou de insulina graduada de 1cc e uma agulha intradérmica curta e fina de calibre 25G ou 26Gx10mm. Injectar lentamente no local apropriado pois, uma injecção muito em cima pode provocar a aparição de uma adenite axilar, uma injecção muito em baixo pode provocar uma adenite na articulação mais próxima.
A pápula (pequena infiltração com aspecto casca de laranja) que surge após a vacina desaparece em meia hora. Ao fim de 15 dias a 3 semanas, aparece no local da vacina um pequeno nódulo avermelhado e duro que pode evoluir para uma pequena ulceração superficial com um pouco de serosidade no centro que cura expontâneamente por um período de 2 a 3 meses até fechar, deixando uma cicatriz com um diâmetro médio de 5mm.
È uma evolução normal pelo que a criança pode tomar banho normalmente não necessitando de quaisquer cuidados (não colocar gelo, pomadas, talco ou outro produto). O único procedimento permitido é a colocação de uma compressa esterilizada, seca, para evitar o “roçar” na roupa.

Reacções pós-vacinais
 A principal reacção é a adenite que sendo pouco frequente  não exige tratamento, excepto se houver abcesso. Normalmente aparecem ao fim de 2 a 4 meses após vacinação.
A frequência do número de adenites depende:
·        Idade (maior frequência nas crianças até 2 anos)
·        Via da administração da vacina
·        Má técnica
·        Infecções associadas
·        Quantidade da vacina administrada
·        Estirpe da vacina BCG.
Que fazer perante a adenite?
A principal atitude a tomar é esclarecer e acalmar os pais, ensinando-os a detectar a existência de flutuação para possível punção, exclusivamente do foro médico.

Contra indicações
De um modo geral a vacina do BCG não deve ser administrado a indivíduos com:
·        Síndromes de imunodeficiência congénita (hipogamoglobulinémias ou imunodeficiência combinada grave)
·        Estados de imunodepressão devido a doenças malignas (linfomas, leucemias)
·        Estados de imunossupressão associados a certas terapêuticas (nestes casos deve-se respeitar um período mínimo de 3 meses após a suspensão das mesmas)
·        Transplantes de órgãos
·        Casos de HIV positivos sintomáticos (nos casos assintomáticos a vacinaçã deve ser ponderada em função do risco de contrair tuberculose e administrada mediante prescrição médica)
·        Nos casos de filhos de mães com HIV positivo, a vacina BCG deverá ser adiada até exclusão de infecção pelo HIV e administrada mediante prescrição médica)
·        Gravidez.
·        Malnutrição grave
·        Recém-nascidos com peso inferior a 2 000 g
·        Doenças cutâneas generalizadas
·        Tuberculose activa
·        Prova tuberculínica positiva
Registos
È importante fazer sempre o registo da vacina BCG:
Ø  Lote
Ø  Laboratório 
Ø  Data
Ø  Assinatura